• Starman

    1 Fevereiro, 2016 by Nero

    Passando pelos destaques Winter NAMM, esta edição é a nossa homenagem a David Bowie.

    Janeiro é o mês Winter NAMM e um número de Fevereiro “normal” da Arte Sonora foca-se nesse que é um dos maiores eventos da indústria de equipamento musical. E nesta edição, além das notícias que podem acompanhar no site, focamo-nos nos amps de guitarra em destaque na Winter NAMM 2016.

    Unidades com grandes avanços tecnológicos, micro cabeças e cabeçorras, modelos boutique cheios de charme sonoro… Sabendo que alguns dificilmente chegarão ao mercado português, estes são os amps, apresentados em Anaheim, que nos cativaram e que mais prometem em 2016. E destacamos ainda outro amp, o extraordinário Roland Blues Cube Hot. Também em destaque e em exclusivo testámos uma das novas Yamaha Revstar, a RS720B que cumpre a promessa da marca – partir tudo! E, se a Fender aproveitou a feira para introduzir as novas American Elite, rodámos aquela que foi o canto do cisne dos modelos American Standard (agora descontinuados), a HSS Shawbucker!

    Janeiro foi o mês da estreia dos concertos Arte Sonora @ Hard Rock. Os Lotus Fever, que fizeram a capa passada, encheram o Hard Rock Café Lisboa. Num mês normal, a capa de Fevereiro seria dedicada à próxima banda que traremos a a esse palco – os Budda Power Blues que, em entrevista e pela pessoa do seu frontman, nos falam da sua carreira, influências, som e o novo álbum homónimo, lançado no final de 2015.

    Mas Janeiro não foi um mês normal. No início do ano morreu um dos mais importantes músicos do último século. A partida de David Bowie arrasou meio mundo, surpreendido pelo cancro que o músico manteve em perfeito segredo, mesmo enquanto gravou um último álbum assombroso. Já muito foi dito e escrito nestas semanas sobre Bowie, mas não podíamos deixar de prestar-lhe a nossa homenagem e tentar descodificar tudo o que deixou musical e poeticamente impresso no seu esplendoroso álbum final, “Blackstar”.

    Com tudo o que ainda não está por descobrir já dito, resta lembrá-lo em palavras suas: «there’s a starman witing in the sky».

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  • SHOW OFF

    by Inês Barrau

    Reportagem fotográfica ao backline que os Lotus Fever usaram naquele que foi o primeiro concerto Arte Sonora @ Hard Rock Café Lisboa.

    Os Lotus Fever foram a primeira banda a subir ao palco do Hard Rock Café Lisboa, na curadoria da Arte Sonora nesse espaço. Num concerto de casa cheia, ouvimos a sintetização comandada por Bernardo Afonso que, à Ray Manzarek, assegura também o cruzamento melódico das frequências mais graves com as baterias de Diogo Teixeira de Abreu. Nas guitarras Manuel Siqueira assume maior protagonismo com uma Les Paul, para que Pedro Zuzarte possa ter mais “espaço” na sua Telecaster para libertar um timbre vocal que só pode ter grau de parentesco com Robert Plant.

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  • Rec The World!

    by Miguel Ferrador | Blim Records

    Aproveitei o tema de hoje para sair à rua e escrever este artigo a partir de uma agradável esplanada, num solarengo dia de Inverno. Se até agora vos mantive em cativeiro, promovendo o conforto do lar como catalisador da criatividade, que tal apanhar agora um “arzinho” e ganhar novo ânimo, fora da nossa zona de maior conforto? Siga aí!

    Literalmente à luz de uma nova premissa, quero falar-vos do poder da mobilidade da tecnologia musical e o quão libertador pode ser para o produtor moderno. Sim meus amigos, é sem dúvida uma descoberta e um desafio, mas é isso que dá pica e se for para menos não contem comigo. Para o bem ou para o mal, fazemos isto por paixão, portanto se não nos estivermos a divertir, nunca o faremos tão bem. Assim sendo, a primeira pergunta que devem colocar-se é: «Vale a pena?»
    Se está a fluir em casa, deixem-te estar e keep it coming! Se estão empancados, levantem o vosso royal ass da cadeira e saiam à rua. Vamos, portanto, assumir que já estão com o vosso laptop, munidos do vosso programa e plug-ins de eleição (sim, são todos brutais e fazem todos a mesma coisa), juntem-lhe uma interface portátil e uns phones dos bons e já temos meio show on the road.

    Agora, o que é que TU queres fazer?

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  • De Seu Jorge a Nirvana, as Muitas Vozes de Bowie

    31 Janeiro, 2016 by Tiago da Bernarda

    David Bowie conseguiu dissipar-se de alguma forma em quase todos os géneros musicais ao longo das últimas décadas. Ficam aqui 10 exemplos, de versões interpretadas por artistas diferentes.

    Dentro das suas mais variadas fases, tanto com os seus hinos pop como as suas extravagâncias pelo jazz e electrónico, Bowie é reconhecido como musa para um leque de artistas e bandas bem-sucedidas. Quantas versões já se fez de “Heroes” ou da “Life on Mars”? Demasiadas! Mas existem aqueles raros casos de artistas que conseguem pôr o seu próprio cunho nos clássicos de Bowie e no mínimo… interessantes.

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  • Roland Blues Cube Hot

    by Nero

    Com 30 watts e com a tecnologia Tube Logic da Roland, o combo Blues Cube está pronto para ser transportado de casa para o estúdio ou palco.

    Apresenta-se com um tamanho e peso reduzidos, mas mesmo assim equipado com o altifalante custom de 12” com o som rico e poderoso tradicional dos Blues Cube. A filosofia de design Tube Logic da Roland replica o circuito de um amplificador a válvulas da era tweed, com características de saturação de válvula no pré amplificador e saída, compressão na alimentação, a sua respiração, etc. O Blues Cube Hot possui Master Volume, equalização de três bandas, reverb, controlo de pedal de Boost para crunch natural e Tone para presença acentuada. Controlo de potência de quatro posições (0.5, 5, 15 e Max Watts). Design clássico de abertura traseira com altifalantes de 12” custom e estrutura em poplar para presença reforçada em palco. Saída USB para gravação direta de alta qualidade em computador e duas opções de acabamento: Vintage Blond e Black.

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  • O Zen dos BUDDA POWER BLUES

    30 Janeiro, 2016 by Tiago da Bernarda

    Monstros do improviso em palco, contam-se mais de 10 anos que os Budda Power Blues incendeiam tudo por onde passam. No início de Fevereiro, o trio será o nosso convidado para tocar no Hard Rock Café Lisboa.

    Existe um grupo restrito de bluesmen que, quando se juntam em palco, escavacam tudo. Jams animalescas de virtuosos que já fazem isto desde muito. São os Budda Power Blues. E a primeira regra dos Budda Power Blues: Ninguém fala sobre Budda Power Blues. Não é tanto uma regra como é um fenómeno inexplicável que justificaria como passam ao lado do radar de muitos. Mas, no próximo dia 4 de fevereiro, irão pisar o palco do Hard Rock Café Lisboa a convite da Arte Sonora. São músicos de banda que, quando não estão a invocar Hendrix ou Robert Johnson a partir de jams descomunais, estão a sonhar com guitarras e pedalboards. Estudantes exemplares da era do blues dos anos 50 aos 70, começaram o seu ABC com Nirvana e Red Hot Chili Peppers nos anos 1990. Com 12 anos de existência, já tocaram nos mais importantes festivais de blues, integram a banda europeia de Shirley King e contam já com cinco álbuns na sua discografia, sendo o último, um álbum homónimo lançado em 2015, uma espécie de celebração de carreira.

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  • Blackstar

    by Tiago da Bernarda

    Em 40 minutos, Bowie conseguiu dar o seu último espectáculo a partir de álbum feito em contra o relógio.

    Esta é uma das frases mais citadas de um dos mais famosos sketches de Monty Python: «He’s not pinin’! He’s passed on! This parrot is no more! He has ceased to be! He’s expired and gone to meet his maker! He’s a stiff! Bereft of life, he rests in peace! This is an ex-parrot!» É também o que John Cleese declamou no funeral do colega Graham Chapman, em 1989, mas com o nome do defunto em vez do papagaio. Isto para relembrar como o sentido de humor britânico se encharca de negrume e bom oportunismo. Sim, David Bowie morreu. Está bem morto. Mortinho da silva. Mas será que é pertinente ter isso em consideração ao analisar o seu último álbum, “Blackstar”? Sim.

    Será que “Blackstar” poderá marcar a discografia de David Bowie como um clássico instantâneo lado a lado com os grandes dos anos 1970?

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  • ALFA e ÓMEGA

    by Carlos Garcia

    O assombroso canto do cisne de David Bowie e o seu, agora desvelado, sentido iniciático. “Blackstar” é a suma, a primeira e última viagem saturnina, o alfa e ómega da sua discografia.

    Uma estrela negra é um conceito teórico da Física. É um objecto gravitacional composto de matéria. Não chega a ser um buraco negro, apenas tende para. Por outras palavras, é uma estrela que, tendo colapsado, tende para ser uma singularidade, mas que realmente nunca chega lá. Um colapso infinito. Uma queda permanente. Como a de Lúcifer. Que é a Estrela da Aurora, não sendo realmente uma estrela: é o planeta Vénus. Saturno (a romanização de Cronos), o último dos planetas visíveis a olho nu, é o tempo, que é velho e devora os seus próprios filhos… Um xamã realiza a sua função xamânica no fim dos tempos. Enquanto um mundo morre (ou nasce) à sua volta, ele dança a sua dança de serpente e lobo e águia, tornando-se a ponte entre as polaridades de oposição que constituem a existência visível: o passado e o futuro, o bem e o mal, a luz e a sombra, o homem e a mulher, a matéria e o numinoso, o homem e os deuses. Assim é no fim dos tempos como o terá sido no início dos mesmos. Alguém se levanta, alguém é convocado, alguém é arrastado, chorando e gritando, para o lugar de acender o fogo no coração dos homens… (more…)

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  • Fender | American Standard Shawbucker

    by Nero

    A junção de dois dos grandes vultos da guitarra eléctrica: Leo Fender e Tim Shaw. Uma Strat moderna. Uma Strat de eleição.

    A apresentação dos modelos American Elite significa uma nova era na Fender. Os modelos American Standard vão ser descontinuados. Mas ainda vão demorar um pouco a desaparecer dos stocks por todo o mundo, foi por isso que decidimos testar um dos últimos modelos American Standard, a Strat HSS Shawbucker.

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  • AS10 AMPS @ NAMM

    by Redacção

    Tecnologicamente vanguardistas, revisão de circuitos clássicos e charme sonoro. 10 novos e excitantes amplificadores.

    A Winter NAMM está, lentamente, a mudar o seu perfil. Cada vez mais, são as pequenas marcas a ganhar protagonismo e a obrigar os construtores “maiores” a rever a sua estratégia e acompanhar uma era em que tecnologia atingiu um pico. Pequenos fabricantes conseguem criar unidades vanguardistas ou circuitos clássicos com preços acessíveis a qualquer um. Isso obriga marcas clássicas a sair da sua zona de conforto para desenvolver produtos de igual interesse.

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